Esta semana vamos descobrir um pouco mais sobre um brasileiro extremamente generoso e ilustre, que completou no ano passado seu centenário de vida. Você sabe de quem eu estou falando?
Ainda não? E se eu disser que ele foi reconhecido nacionalmente pela Lei nº 11.117, de maio de 2005 como o patrono da Arquitetura Brasileira e é conhecido internacionalmente como um dos grandes renovadores da arquitetura do século XX . Sim, estou me referindo a um arquiteto. Agora ficou fácil!
Muito bem, se você está pensando no carioca Oscar Niemeyer, você acertou! Se não soube, você aprendeu um pouquinho. Agora, vamos saber mais sobre esta personalidade centenária que ajudou (e não quer parar de ajudar!) a construir nosso País.
Pois bem, Macaquinho, sim esse era seu apelido quando criança, nasceu em 15 de dezembro do distante 1907, quando ainda nem havia começado a imigração japonesa no Brasil, que comemora seu centenário no mês que vêm!
Niemeyer se formou na Escola Nacional de Belas Artes, sendo seu primeiro trabalho como arquiteto conseguido aos 29 anos, fazendo parte de um grupo designado para construir a sede do Ministério da Educação e Saúde, hoje Palácio da Cultura.
Seu primeiro trabalho individual foi para a associação beneficente Obra do Berço, no Rio de Janeiro, em 1938.
Em 1946, o então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitsckek, o convidou para projetar o conjunto arquitetônico da Pampulha.
Dez anos depois deste primeiro trabalho, foi chamado junto com um grupo de arquitetos de diversos países para construir a sede das Nações Unidas em Nova York. Neste trabalho, ao contrário de seu primeiro, ele projetou praticamente toda a construção
Em 1956, Juscelino Kubitsckek, já como Presidente da República, volta a buscar Niemeyer para um novo trabalho, mas desta vez um trabalho maior. Niemeyer é encarregado de fazer o projeto para construção da nova capital do Brasil: Brasília.
Neste trabalho, ele pede para que seja feito um concurso nacional para escolher um outro arquiteto para ajudá-lo, concurso que seu antigo patrão, Lucio Costa ganha. Juntos eles projetam a cidade, que fica pronta em quatro anos e que devido à sua beleza foi declarada pela ONU, Organização das Nações Unidas, como patrimônio cultural da humanidade.
O arquiteto consegue projeção internacional, realizando diversas obras pelo mundo como na França, Itália, Inglaterra, Israel entre outros países, assim como passa a lecionar na Universidade de Brasília.
Pouco depois disso, nos anos 60, Niemeyer é surpreendido tanto com a ditadura que o persegue; como por uma homenagem pelo Museé dês Arts Decoratifs do Louvre, com a primeira exposição voltada a um arquiteto, que o consagra internacionalmente.
Durante sua vida ele teve a oportunidade de fazer amizade com pessoas que também se destacaram nos vários campos da história nacional, como os músicos Vila-Lobos e Tom Jobim, o poeta Carlos Drummond de Andrade, políticos, além ainda de Fidel Castro e Julio Prestes. Fora esses, ele ganhou admiradores como os escritores José Saramago e Eduardo Galeano, o historiador Eric Hobsbawm, o ex-presidente português Mário Soares, o cineasta Nelson Pereira dos Santos e o cantor Chico Buarque.
Nos anos 80 ele volta ao Brasil, depois de um tempo vivendo na Europa e se envolve com muitos projetos como o Memorial Juscelino Kubitschek, o prédio-sede da Rede Manchete de Televisão, o sambódromo do Rio de Janeiro, o Panteão da Pátria de Brasília e o Memorial da América Latina, em São Paulo, além do conjunto de Escolas pré-fabricadas dos Centros Integrados de Escolas Públicas.
Aos 84 anos ele projeta a obra que é considerada por muitos como sua obra prima: o Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC); mas não parou por aí, e em 2002 é inaugurado em Curitiba o Museu do Olho, também chamado Museu Oscar Niemeyer e o Museu Nacional Honestino Guimarães em Brasília, ambos de sua autoria.
E hoje se você acha que ele parou se engana, pois Niemeyer continua em plena atividade, sendo que em 2007 ele iniciou as obras de seu primeiro projeto na Espanha, um centro cultural que terá seu nome, em Avilés, com inauguração prevista para 2010; além de já ter sido convidado para redesenhar o prédio do Departamento Estadual de Trânsito, para que abrigue o novo Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo. Assim, depois dessa pequena biografia me despeço, com o pedido para que vocês venham até a BCo para saber mais sobre essa personalidade e conferir o painel temático sobre ele, além de visitarem o site: www.pesquisemais.blogspot.com e deixar lá seu comentário sobre o que você tem lido nas publicações.
CORREA, M. S. As formas que saltam da areia. Veja. v. 28 n. 28, p. 70- 79, 12 jul. 1995.
GRANDE Enciclopédia Barsa. 3. ed. São Paulo: Barsa Planeta Internacional, 2005. v. 10, p.319.
OSCAR Niemeyer completa 100 anos neste sábado. O dia Online, Rio de Janeiro, 15 dez., 2007. Cultura & Lazer. Disponível em:< http://odia.terra.com.br/cultura/htm/oscar_niemeyer_completa_100_anos_neste_sabado_140685.asp>. Acesso em 29 abr. 2007.
2 comentários:
Saludos desde Argentina, colegas!
muito bom
Postar um comentário